Se você quer ser um mau Gerente de produtos, preocupe-se apenas em gerenciar o seu produto. Você é um “Gerente de Produtos”, este deve ser seu único foco. Esqueça os outros produtos mantidos por sua empresa e os outros produtos que os clientes possam usar. Não preste atenção nas necessidades dos clientes que não se relacionem diretamente com o seu produto. Concentre-se apenas em gerenciar o seu produto e imaginar as novas funcionalidades que você precisa adicionar a ele.
Se você quer ser um bom Gerente de Produtos, investigue problemas que existam fora de seu produto. Procurar além de seu produto e não ter um foco singular em simplesmente “gerenciar” seu produto pode ser benéfico sob diversos aspectos:
- Você sempre encontrará maneiras de melhorar seu produto. Poucos produtos existem sozinhos. Muito provavelmente seu produto é apenas uma pequena peça numa miríade de produtos com os quais o cliente irá interagir num dado período. Produtos existem num ecossistema que inclui outros produtos criados pela sua, ou por outras empresas. Uma visão míope das necessidades do cliente e de seu comportamento de uso ignora estes outros aspectos da vida e das atividades dos clientes. Estes outros produtos podem influenciar seriamente como seu produto é percebido e utilizado, e, identificar as conexões entre estes produtos pode lhe ajudar a identificar problemas e oportunidades.
- Você estará mais focado nas necessidades e problemas dos clientes. Gerentes de Produto esperam estar regularmente identificando mudanças e novas funcionalidades, escrevendo requisitos, e trabalhando para implementá-los em seus produtos. Infelizmente, isso geralmente pode levar à inclusão de novas funcionalidades apenas porque o Gerente de Produtos deve estar ocupado ou tem uma “cota” de funcionalidades para preencher, ao invés de fazer o seu trabalho pensando em como resolver de fato um problema dos clientes. Em seu blog ‘Buyer Persona’, Adele Revella revela uma história de um supervisor de gerência de produtos que “diz aos seus Gerentes de Produto que o trabalho deles é gerenciar problemas, não produtos. Seu ponto é simples – se você der a alguém um produto para gerenciar, ele encontrará itens a adicionar ao produto, quer o mercado precise quer não.” Ela complementa:Quantas vezes Gerentes de Produto pleiteiam por um investimento numa nova funcionalidade de produto sem entender ou explicar qual problema está funcionalidade irá tratar? Quanto tempo e dinheiro são gastos numa iniciativa de ir para o mercado sem primeiro definir os problemas que mais importam para os compradores, e quais atitudes impedem que eles fizessem negócios conosco?
- Você encontrará novas oportunidades de produtos. Quando novas idéias se apresentam, ao invés de tentar adequá-las ao seu produto atual — ou, pior ainda, em vez de ignorá-las por não parecerem relevantes — você pode ver se elas têm o potencial de se transformar em produtos totalmente novos. Como novos produtos as idéias talvez possam entrar novos mercados e criar uma nova fonte de receita em vez de apenas aumentar a receita de um produto existente.
Embora seja improvável que aqueles com o título de “Gerente de Produtos” mudem para “Gerentes de Problemas”, há um mérito considerável na idéia de focar em gerenciar os problemas dos clientes mais do que no produto que está atualmente sendo vendido ao cliente. Um Gerente de Produtos que dedica tempo e esforço identificando os problemas com os quais os clientes se defrontam — independentemente de isso se aplicar ao seu produto ou não — terá probabilidade maior de identificar necessidades não atendidas. Estas oportunidades irão, em última instância, melhorar o produto original, outros produtos que a empresa produza, e também levarão ao desenvolvimento de novos produtos.
Esta é uma tradução do conteúdo escrito por Jeff Lash (http://www.jefflash.com/) no How To Be A Good Product Manager (http://www.goodproductmanager.com/)
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